Brasil é o 5° país que mais baixa música no BitTorrent, diz estudo

De acordo com pesquisa da empresa de métricas Musicmetric, brasileiros só ficaram atrás dos EUA, Reino Unido, Italia e Canadá.

O Brasil foi o 5º país em número de downloads no primeiro semestre de 2012, de acordo com um relatório da Musicmetric, empresa de métricas online, baseado em dados da rede de torrents BitTorrent.
 
Os líderes foram os americanos, que baixaram 96,7 milhões de músicas nos primeiros seis meses. Na sequência, Reino Unido (43,3 milhões), Itália (33,2 milhões), Canadá (24 milhões) e Brasil (19,7 milhões).
 
Embora muitos torrents sejam legais, a grande maioria é de arquivos piratas. O estudo não especifica qual o índice de pirataria.
 
O relatório também traz uma boa e uma má notícia para a indústria da música. A boa é que, pela primeira vez desde 2004, o crescimento da receita das gravadoras com música digital em 2011 aumentou em relação ao ano anterior, para 8%, comparado 5% em 2010. O faturamento das gravadoras com mídias digitais foi de 5,2 bilhões de dólares.
 
A má é que os esforços para paralisar um dos maiores sites de downloads ilegais na web, o Pirate Bay, não teve muito efeito sobre os downloads ilegais. "Pela primeira vez, temos provas de que o bloqueio do Pirate Bay teve pouco efeito sobre o download no BitTorrent", disse o CEO da Musicmetric, Gregory Mead.
 
"Também está claro, no entanto, que a disponibilidade de serviços de streaming como o Spotify reduz os downloads ilegais, pois as pessoas têm maior acesso à música que querem por meios legítimos", acrescentou.
 
Downloads legais
No relatório, que a Musicmetric aponta como o estudo mais aprofundado já feito sobre a música digital, a empresa afirma haver uma demanda de downloads legais que não é atendido no BitTorrent.
 
Um exemplo é o hit The Cardigan, de Billy Van. Essa música, licenciada para distribuição via BitTorrent, é a número um em downloads em cinco das 20 principais nações que mais baixam músicas. 
 
Embora encontrar formas de rentabilizar o compartilhamento de arquivos seja um desafio, reconheceu Mead, isso será vantajoso para os titulares dos direitos. "Converter a receita perdida com o comércio de arquivos não é impossível, no entanto, será diferente conforme o gênero e a fase de [um] artista", disse.
O diretor do BitTorrent, Matt Mason, disse que "é míope pensar que podemos simplesmente dizer às pessoas para parar e eles farão isso."
 
Nos últimos dois anos, os detentores de direitos têm feito mais do que apenas "dizer às pessoas para parar." Eles processaram cerca de 200 mil usuários de BitTorrent por pirataria.
 
A julgar pelo volume de tráfego no BitTorrent, essas ações não parecem ter afetado o tráfego. Além do mais, não são recompensadoras também. Em 2007, por exemplo, a Associação da Indústria Fonográfica da América (RIAA) gastou 17,6 milhões dólares em advogados perseguindo infratores, apenas para recuperar 391 mil dólares.
Fonte: idgnow.uol.com.br
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