EUA devem superar Japão em publicidade mobile

Se os anunciantes online dos Estados Unidos mantiverem o ritmo atual de investimento em celulares, smartphones e tablets, em 2012 o país ultrapassará pela primeira vez o Japão como o maior mercado publicitário mobile do mundo (US$ 2,3 bilhões versus US$ 1,7 bilhão), e aumentará sua fatia de um mercado global de US$ 6,4 bilhões para 36% (contra 29,3% em 2011). 

Já em termos regionais, em 2013 a América do Norte assumirá a liderança sobre a Ásia-Pacífico, aumentando anualmente sua vantagem para chegar a 2016 com total de US$ 11 bilhões — mais que o dobro dos US$ 5,1 bilhões previstos para os países asiáticos, que em 2015 também serão ultrapassados pela Europa. A América Latina, com investimento estimado em US$ 47 milhões neste ano (ganho de 92% sobre 2011) continuará mantendo a quarta posição global nos próximos anos, devendo atingir US$ 374 milhões em 2016 (veja tabela abaixo).
 
Essas estimativas são alguns dos destaques do primeiro relatório sobre o mercado mobile global da eMarketer, divulgado no início de agosto. Segundo a especialista no mercado digital, o investimento total de US$ 6,4 bilhões previstos para este ano representará um aumento de 62% em relação a 2011 – um ganho que, embora significativo, será inferior aos 71% registrados no ano passado e superior ao dos próximos anos, refletindo a popularização dos devices móveis e a saturação dos mercados mais desenvolvidos. 
 
Dados publicados em abril pela eMarketer indicam que esse nível de saturação é mais elevado na Europa Ocidental, onde, apesar do número relativamente baixo de mobiles (329 milhões, comparados aos 2,2 bilhões da Ásia-Pacífico), quase 80% da população regional possuem celulares ou smartphones. A América do Norte tem o segundo maior índice de penetração (77%), seguida por Europa Oriental (73%), América Latina (65%), Ásia-Pacífico (55%) e Oriente Médio/África (37%). Mas essas posições deverão se alterar em 2015, quando a penetração da Europa Oriental ultrapassar a América do Norte (79,4% versus 78,7%).
 
Quanto ao Brasil, a eMarketer prevê no relatório deste mês que a publicidade via celulares, smartphones e tablets atingirá US$24,6 milhões no País em 2012, com avanço de 90% sobre 2011. Esse volume representará 52,5% do total latino-americano e mais que o dobro dos US$ 11 milhões esperados na Argentina, que deverá crescer 73%.
 
Promessa distante
Apesar do rápido avanço, os devices móveis responderam por menos de 1% do investimento total de mídia em 2011, e neste ano mal chegarão a 1,2%. “Mobile é uma categoria promissora, mas continua uma fatia ainda muito pequena do bolo publicitário geral. Levará muito tempo antes que possa desafiar outros canais tradicionais de publicidade, como TV, mídia impressa e internet”, observa o relatório. Para Clarck Fredricksen, vice-presidente de comunicações da eMarketer, a grande promessa para os anunciantes está na eventual popularização dos smartphones e na associação dos seus recursos às tecnologias baseadas em localização, como geofencing.
 
Quanto à própria internet, outros dados da eMarketer mostram um cenário animador. Em 2012, os US$ 107,33 bilhões que deverão ser dedicados à publicidade online (crescimento de 21,3% sobre 2011) representarão uma fatia recorde de 20% da propaganda total de mídia, que deverá somar US$ 542,3 bilhões (avanço de 7,4%). As regiões de maior crescimento nos próximos anos serão Oriente Médio e África, mas a América Latina, Europa Oriental e Ásia-Pacífico também avançarão a índices superiores aos da América do Norte e da Europa Ocidental.
 
Os EUA continuarão o maior mercado publicitário online em 2012, com investimento de US$ 39,5 bilhões, seguidos por Japão (US$ 9,6 bilhões) e China (US$ 7,4 bilhões). O Reino Unido se destacará por atrair 33% do total investido na mídia do país, diz a eMarketer.
 
Já em 2013 o destaque será a China, que contribuirá em grande parte para que a Ásia-Pacífico supere a Europa Ocidental como o segundo maior mercado publicitário regional de internet. E em 2014, a própria China assumirá o segundo lugar do ranking dos países de maior investimento online, ultrapassando o Reino Unido e o Japão e ficando atrás apenas dos EUA.

Fonte: proxxima.com.br
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