Mais de 90% dos jovens presenciou Bullying na web, diz McAfee

Pesquisa também revelou que 20% dos jovens procuram por pornografia na web e que 91% já presenciou atos de ciberbullying.

Apesar das redes sociais (como o Facebook)  terem começado como uma forma para que jovens de universidade pudessem se comunicar entre si, o crescimento desses serviços significa que os jovens estão muito mais envolvidos na rotina de checar seus status todos os dias. 
 
Entretanto, de acordo com a diretora de marketing de consumidores da McAfee, Melanie Cole, isso não chega sem um custo. A empresa realizou uma pesquisa online em conjunto com a companhia de segurança TNS para descobrir o que os adolescentes realmente fazem na Internet, e um dos dados mais importantes citados no relatório é que os jovens admitiram que passam em média 3,6 horas online durante um dia normal. 
 
“Os adolescentes também afirmaram que passam a maior parte do tempo online em laptops, desktops e smartphones”, detalhou Cole. O dispositivo mais usado é o notebook, com presença de 56%, seguido do desktop com 33% e do smartphone, utilizado por 20%. A maneira mais comum para que os jovens enganem os pais para que eles não saibam quanto tempo passam conectados é fechar ou minimizar o browser quando o responsável entra na sala, feito por 36% dos pesquisados. “30% dos usuários admitiram que limpam seu histórico de navegação e 19% se conectam fora de casa” apontou a executiva. 
 
Não foi uma surpresa que 27% dos jovens fossem usuários do Facebook e que 29% estivessem no Google+, porém o Skype fez uma aparição surpreendente, e alcançou o terceiro lugar com 15%. Além de descobrir que 94% dos jovens possui uma ou mais contas em redes sociais, a pequisa também levantou que a média de idade para começar o primeiro perfil, pelo menos entre os entrevistados, é de 13 anos de idade. “Entre as pessoas que responderam a pesquisa, 27% na verdade tinham menos de 13 anos, enquanto que 46% ajudaram seus pais ou responsáveis a configurarem suas contas”.
 
Quando perguntadas a respeito do uso das redes sociais, 45% admitiram que utilizam para obter ajuda com trabalho ou lição de casa, e que 80% dos entrevistados afirmaram que seus pais confiam que os jovens estão fazendo a coisa certa quando estão online, porém apenas 67% dos adolescentes afirmaram que seus responsáveis sabem “mais ou menos” o que eles fazem enquanto estão conetados, mas não tudo. 
 
Insultos e palavrões
Em relação ao tipo de conteúdo que é postado, insultos e palavrões ficaram em primeiro lugar entre 26% dos entrevistados, seguido por comentários maldosos sobre outra pessoa (19%) e fotos questionáveis de si mesmo, apontadas por 18% dos dos jovens. O cyberbulling, que tem aparecido com cada vez mais frequência entre as notícias, já se tornou um tópico conhecido pelos adolescentes, ao ponto que 42% asseguraram que pediriam para que os usuários parassem com as ofensas – 38% contaria para seus pais, enquanto que 28% não faria nada. Um dado preocupante é que “91% dos jovens já testemunhou comportamento cruel ou ofensivo no Facebok”, afirmou Cole. 
 
A pesquisa também fez um levantamento a respeito do tipo de informações pessoais disponíveis online, especialmente sob a percepção do que os jovens achavam “perigoso” ou não. Endereço de casa (97%), número de telefone (96%) e celular (95%) foram considerados dados perigosos de serem revelados, de acordo com os jovens, enquanto que apenas 64% e 36% consideraram um comportamento do risco postar uma foto de si mesmo ou nome da escola na qual estudam, respectivamente. 
 
Acesso acidental a nudez ou pornografia foi outro assunto abordado pela pesquisa. O documento destacou que a maneira mais comum era ao clicar em um anúncio (41%), enquanto que um link enviado por um amigo ou conhecido e vídeos do YouTube ficaram ambos com 28% das respostas. “Também descobrimos que 20% dos adolescentes procurava intencionalmente por esses conteúdos” concluiu Cole. 
 
Fonte: idgnow.uol.com.br
Imagem: news.codecommunity.org
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