Movimentos dos olhos poderão substituir senhas no futuro

Padrão único que cada pessoa tem de ver o mundo permite a criação de sistemas de segurança extremamente eficientes. 

A descoberta de que cada pessoa literalmente olha o mundo de uma maneira única pode representar uma revolução no que diz respeito à segurança dos computadores no futuro. A partir da maneira única como cada um de nós analisa imagens, o pesquisador Oleg Komogortsev, da Texas State University-San Marcos, pretende criar um sistema capaz de substituir totalmente as senhas de proteção utilizadas atualmente.
 
“Estamos vendo que há diferenças o bastante para falar disso como uma nova solução de biometria”, disse o cientista ao TechNewsDaily. A intenção é que as máquinas do futuro sejam capazes de detectar a maneira como cada um de seus usuários olha os ambientes ao redor, restringindo ou liberando o acesso a conteúdos no processo.
 
A pesquisa de Komogortsev ainda está em um estágio bastante inicial, e serão necessários anos de investimento até que ela comece a aparecer em aeroportos, locais de trabalho que lidam com informações sigilosas ou até mesmo em computadores pessoais. Apesar disso, o pesquisador acredita que a técnica possui potencial para substituir completamente as análises de íris já utilizadas por várias companhias espalhadas pelo mundo.
 
Sistema mais seguro
O grande problema dos scanners utilizados atualmente é o fato de que é possível enganá-los usando lentes de contato especiais e imagens em alta qualidade dos olhos de uma pessoa. Ambos os problemas seriam resolvidos com a tecnologia que detecta os movimentos realizados por uma pessoa, os quais não poderiam ser imitados por mais ninguém no mundo.
 
A expectativa é que os primeiros testes do novo método sejam iniciados dentro de dois a três anos, conforme a velocidade com que a pesquisa se desenvolve. “Se você coletar informações o suficiente sobre o movimento dos olhos, não importa qual o tipo do estímulo utilizado, os resultados são bastante confiáveis”, afirma Komogortsev. Segundo ele, o novo método possui uma taxa de erro de somente 5%, contra os 34% das análises de íris convencionais.
 
O principal desafio enfrentado pelos pesquisadores da Texas State University-San Marcos no momento é detectar se há alguma mudança nos padrões de visualização conforme uma pessoa envelhece. Caso o tipo de movimentação se altere com o decorrer do tempo, será preciso criar sistemas capazes de permitir a atualização de cadastros conforme o usuário de um sistema vá ganhando idade.
 
Fonte: tecmundo.com.br
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