Steve Jobs completaria 57 anos no dia 24/02

Costuma-se dizer que os bons morrem jovens. Steve Jobs não era mais aquele menino que criou a Apple, porém, de certa forma, partiu prematuramente. Se fosse vivo, completaria 57 anos nesta sexta-feira (24). Em pouco mais de uma década de vida, o empresário criou um legado que vai durar para a eternidade. O estilo direto, reservado e a simplicidade nas roupas – sempre de camisa preta e calça jeans – escondiam um cérebro à frente de seu tempo.

O berço de Steven Paul Jobs não poderia ter sido outro. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 na capital da tecnologia dos Estados Unidos, San Francisco, ele se aprofundou na eletrônica muito por conta da expansão tecnológica em sua cidade, Palo Alto. Vinte anos depois, o visionário já estava criando a Apple Computer Inc, em parceria com o xará Steve Wozniak.

A partir dali, o resto se tornou história. Nascia o primeiro computador com CPU, monitor e teclado em um único kit do mundo. E este era apenas o início do império Jobs.
Preparamos um pequeno especial relembrando alguns momentos especiais da vida e carreira deste tão importante nome da história do empreendedorismo e da tecnologia mundial, que recentemente foi eleito um dos maiores inovadores de todos os tempos.
A inovação nos computadores
Pensando em ter um computador na mesa de cada pessoa, Jobs e Woz criaram o Apple I. O projeto era o início do que viria a se tornar uma verdadeira mania mundial: o Macintosh. Antes de ele ser lançado em 1984, vieram ainda o estrondoso Apple II, que vendeu seis milhões de unidades em 16 anos, e o fracasso Apple III, além do revolucionário, porém caro, Apple Lisa, que tinha o melhor hardware de todos, mas custava dez mil dólares.
 
Com a chegada do Macintosh, a Apple garantiu sucesso nos anos seguintes. A integração entre o mouse e o teclado, o sistema operacional com boas referências gráficas e interface amigável, o visual diferenciado do computador e a propaganda feita pela Apple tornaram este produto um marco na história da tecnologia. Assim como o iMac, lançado quase 15 anos depois.
Mais mais avançado do que nunca, o iMac oferecia novas funcionalidades e um design arrojado. O computador parou de ter que ser branco ou creme. Agora era verde, azul, rosa… Mais uma tacada de gênio de Steve Jobs. Além de tornar o computador uma peça fundamental na casa das pessoas, ele agora deixava-o com a cara da geração que mais consumia os produtos eletrônicos: os jovens.

 

Amor e ódio na Apple

Quem trabalhou com Steve Jobs na Apple tem opiniões bem divididas sobre ele. Seu talento é indiscutível, mas sua personalidade… Homem de personalidade e gênio forte, ele ficou famoso por ser perfeccionista e cobrar demais de seus funcionários. Prova disso é que o fundador da empresa chegou a ser demitido da sua própria companhia, em maio de 1985, quando após uma série de desentendimentos com John Scully, presidente da Apple, optou por deixá-la.
 
Só que 12 anos depois, ele voltou. Após o fracasso do hardware da NeXT, empresa que criou enquanto estava fora da Apple, Jobs utilizou o conhecimento adquirido em um sistema operacional desenvolvido durante este tempo para retornar à companhia da "maçã" e dar a ela um novo impulso mercadológico. Ele retornou em 1997, como consultor. No ano seguinte, criou os iMacs, o Mac OS e, desde então, não parou mais de inovar. Com isso, Jobs não só recuperou seu prestígio e se tornou um dos empreendedores de maior renome em todo o mundo, como também transformou a empresa quase falida em uma das maiores do planeta.

 

iPod e iTunes

Reproduzir música em qualquer lugar e baixá-la legalmente da Internet. Até o lançamento do iPod e do iTunes, isso era impensável. Mas Steve Jobs fez tudo parecer mais simples. Criado em 2001, o dispositivo chegou ao mercado com um valor alto (US$ 399) e uma capacidade de armazenamento relativamente pequena (5 GB), porém foi um sucesso instantâneo. Afinal, ele facilitava a tarefa de ouvir música e tornava-a mais portátil do que nunca.

Tudo isso aliado ao iTunes, uma loja oficial para se comprar canções e discos dos principais artistas e gravadoras do mundo. Era uma verdadeira mina de ouro. O projeto deu tão certo que já foram lançadas mais 20 versões do iPod desde a primeira. Cada uma com funções e design diferentes, adequados para os mais diversos tipos de usuário. A popularização do MP3 e um boost no comércio de músicas online (enfraquecendo um pouco a pirataria e fortalecendo a indústria fonográfica) também se devem a Steve Jobs.

iPhone e iPad

Poucas inovações foram tão marcantes quanto o iPhone e o iPad. O primeiro é o grande símbolo da convergência digital dos meios. Ele faz tudo. É o conceito de smartphone (telefone inteligente) levado ao pé da letra. Sem a necessidade de botões, com tela sensível ao toque, câmera, GPS, reprodutor de mídias e muito mais, o telefone celular da Apple foi criado por Jobs e lançado em 2007. Outro sucesso absoluto e que segue presente até hoje como um dos celulares mais vendidos do planeta – caminhando para sua sexta versão, o iPhone 5.

 

 

Três anos depois, nasceu o iPad. Uma espécie de “iPhone grande” para quem pensa de forma mais simples, e um grande concorrente para o PC e o laptop para os visionários. Ele faz tudo o que os computadores pessoais fazem, porém com menos peso e mais beleza, elegância e praticidade. Era a popularização do tablet, produto eletrônico que passou a ser desenvolvido por diversas empresas e que se tornou  mania em todo o mundo.

Steve Jobs e Apple passaram a dominar o mundo e a ditar tendências. Um legado que parece que ainda vai durar algum tempo, mesmo sem a presença do empreendedor, que renunciou ao cargo de presidente da companhia em agosto de 2011, pouco antes de falecer, já por conta de problemas de saúde.
Pixar
Em 1986, Jobs comprou o Pixar Studios, por 10 milhões de dólares. Fez uma parceria com a Disney e tornou sua nova companhia uma das mais bem-sucedidas no ramo da animação ao produzir filmes como "Toy Story", "Procurando Nemo", "Ratatouille", "Carros" e "Up". O grupo Walt Disney então adquiriu o estúdio, fazendo de Jobs também o maior acionista individual da empresa infantil.
 
Vida pessoal secreta
Não é à toa que a biografia de Steve Jobs se tornou um dos grandes best sellers de 2011. Após sua morte, o livro passou a vender mais ainda. Porém ainda com ele vivo, o produto já havia se tornado um sucesso. Afinal, única história autorizada pelo próprio a ser publicada sobre a sua vida, “Steve Jobs”, de Walter Isaacson, assim como os recentes arquivos divulgados pelo FBI, revela diversos detalhes sobre uma trajetória nada conhecida pela imprensa e pelo público.

 

Entre alguns dos principais pontos da vida do empreendedor estão seu relacionamento com as drogas, como LCD e maconha, o câncer que lhe perseguiu nos últimos anos de vida e o pouco tempo que passou na faculdade – somente seis meses –, tempo em que andava descalço, não tomava banho, lia sobre espiritualidade, o que lhe rendeu uma viagem à Índia, e reciclava garrafas para ganhar alguns trocados.

A infância também foi uma época difícil para Jobs, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson. Ele foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz. Lá, Jobs foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View.
 
O discurso em Stanford
O famoso discurso de Steve Jobs aos formandos de Stanford em 2005 é uma das passagens mais marcantes da vida de Jobs e nunca será esquecido. A prova disso é que somente no dia de seu falecimento oito milhões de pessoas assistiram ao vídeo no YouTube. Num monólogo de oito minutos, Steve conta como largou a universidade e como isso acabou sendo importante em sua trajetória. Sua principal mensagem: acredite nos seus sonhos e lute por ele.

 

Homenagens Póstumas

Uma estátua de bronze na Hungria, o nome de um avião nos Estados Unidos, um boneco (não autorizado pela Apple), uma exposição de iPhones gigantes e, é claro, memoriais improvisados em lojas da companhia. Jobs recebeu diversos tipos de homenagem após seu falecimento, até um Grammy honorário pela contribuição da música foi criado somente para o fundador da Apple. iPod’s com autógrafos e os papéis da fundação da Apple foram leiloados.
Nada mais justo do que tanto carinho para um homem que marcou época e fez parte de inovações que marcam as últimas gerações de maneira tão importante. Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixou quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna e Eve, nascidos de seu relacionamento com esta esposa, e Lisa Brennan-Jobs, de um romance anterior com a pintora Chrisann Brennan. Mas é possível dizer que, em todo o mundo, milhões de outras pessoas também se sentem órfãs do talento de Steve Jobs.
 

 

 

 

 

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